Drenagem Linfática no Pós-Cirurgia: É Realmente Necessária para Evitar Fibrose e Seroma?
Quem passa por uma cirurgia plástica — seja lipoaspiração, abdominoplastia, mamoplastia ou lifting corporal — inevitavelmente descobre que o resultado não depende apenas do cirurgião. O pós-operatório é determinante para a qualidade final da pele, da cicatriz e do contorno corporal.
Entre todas as orientações, uma das mais discutidas é a drenagem linfática pós-cirúrgica. Mas afinal: ela é mesmo necessária? Faz diferença? Evita fibrose e seroma?
A resposta, baseada em prática clínica e evidências, é sim — mas com um detalhe fundamental: a drenagem precisa ser especializada, específica para pós-operatório, e NÃO aquela drenagem estética comum feita em clínicas de massagem.
Vamos entender o porquê.
Por que o corpo incha após a cirurgia?
Toda cirurgia plástica gera um trauma controlado nos tecidos. Esse processo:
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rompe vasos linfáticos temporariamente,
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causa inflamação,
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acumula líquido entre os tecidos (edema),
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pode levar à formação de seroma se o líquido não for drenado adequadamente.
Sem orientação correta, esse acúmulo pode evoluir para dor, rigidez e, mais tarde, fibrose.
O que é a drenagem linfática pós-cirúrgica?
É uma técnica manual suave, com movimentos precisos, lenta e ritmada, que:
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estimula a reabsorção dos líquidos acumulados,
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reduz o edema,
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melhora a oxigenação dos tecidos,
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diminui a inflamação,
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previne complicações como seroma e fibrose.
Importante: é totalmente diferente da drenagem estética. Na drenagem pós-operatória:
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não há força,
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não há amassamento,
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não há pressão excessiva,
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não há manobras bruscas.
Tudo é delicado e calculado para não prejudicar o processo cirúrgico.
Drenagem ajuda a evitar SEROMA?
Sim. O seroma ocorre quando líquido inflamatório fica acumulado no espaço cirúrgico.
A drenagem especializada:
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reduz o excesso de fluido,
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evita que o líquido se organize e forme bolsões,
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melhora o fechamento natural desse espaço interno.
Quanto mais cedo e corretamente a drenagem é iniciada (com liberação médica), menor o risco de seroma.
Drenagem previne FIBROSE?
Sim — e é um dos motivos mais importantes para realizá-la.
A fibrose é uma reação exagerada de cicatrização, que deixa:
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áreas endurecidas,
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irregularidades,
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aspecto ondulado ou “caroços” sob a pele.
A drenagem:
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reduz o processo inflamatório,
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melhora a organização das fibras de colágeno,
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evita que esses nódulos se formem.
Quando a fibrose já existe, a drenagem é combinada com outras técnicas de liberação tecidual.
Quantas sessões são necessárias?
Depende do tipo de cirurgia e do organismo da paciente.
Em geral:
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Primeiras 48–72h: início (se liberado pelo cirurgião).
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2 a 3 vezes por semana nas primeiras 3 semanas.
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1 a 2 vezes por semana até completar 8 semanas.
Nos casos de lipoaspiração, lipo HD ou abdominoplastia, o acompanhamento tende a ser mais intenso.
Quem deve fazer a drenagem linfática pós-cirúrgica?
A drenagem deve ser feita apenas por profissionais especializados em pós-operatório, com conhecimento profundo de:
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anatomia,
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fisiologia linfática,
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processos cicatriciais,
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riscos cirúrgicos.
Profissionais sem capacitação podem:
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gerar dor,
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desalojar tecidos,
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provocar seroma,
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agravar fibroses.
Sim, a drenagem é essencial — mas apenas quando feita da maneira correta.
Outros cuidados que potencializam a recuperação
Além da drenagem, outros pilares aceleram a cicatrização:
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Uso correto da cinta/modelador
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Hidratação adequada
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Alimentação anti-inflamatória
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Sono reparador
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Evitar sol e calor excessivo
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Movimentação leve, sem esforço
Cada detalhe importa — porque o pós-operatório é determinante no resultado final.
Conclusão
A drenagem linfática especializada não é um “extra”. Ela é um dos pilares do pós-operatório e, sim, é necessária para evitar fibrose, seroma e inchaço excessivo.
Na Clínica Nany Mota, utilizamos protocolos personalizados, avaliando diariamente a evolução da paciente para garantir segurança, conforto e um resultado estético muito superior.


